O que é ovário policístico, sintomas e principais dúvidas

Ovário policístico: o que é, sintomas e principais dúvidas

O que é ovário policístico, sintomas e principais dúvidas

Síndrome do Ovário Policístico: o que é e quais os seus efeitos?

O que é ovário policístico, sintomas e principais dúvidas

O que é SOP, a síndrome do ovário policístico?

O que é ovário policístico, sintomas e principais dúvidas

O que são ovários policísticos? – Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva

O que é ovário policístico, sintomas e principais dúvidas

A síndrome do ovário policístico é um distúrbio hormonal muito comum entre as mulheres, que pode causar desde problemas simples até outros mais graves. Além disso, a SOP é uma das principais causas da infertilidade feminina.

Embora seja bastante comum, a Síndrome dos Ovários Policísticos se manifesta de maneiras distintas e por esse motivo, o seu tratamento deve ser personalizado e debatido sempre com um médico especialista.

Neste texto, você conhecerá o que são ovários policísticos, os principais sintomas e possíveis tratamentos.

Boa leitura!

A Síndrome do Ovário Policístico, ou SOP, é um distúrbio hormonal que leva à formação de cistos nos ovários, podendo apresentar tamanhos variados. Os principais sinais da SOP são menstruação irregular, alta produção de testosterona (hormônio masculino) e a presença de microcistos nos ovários.

Embora as suas causas não tenham sido completamente desvendadas pela ciência, a medicina trabalha com duas principais hipóteses, que são: origem genética e resistência à ação da insulina no organismo.

De acordo com a Diretriz Brasileira sobre a SOP, cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva são atingidas pela doença.

No entanto, é importante destacar que ter ovários policísticos não é o mesmo que ter a síndrome do ovário policístico, pois essa diferença altera o tipo do tratamento que deve ser aplicado para tratar a doença.

A diferença entre as duas podem ser detectadas com base nas características clínicas, laboratoriais e de imagem, sendo que as principais características para distinguir as duas são o tamanho e o número de cistos.

Embora o exame de ultrassom possa acusar a presença de vários cistos no ovário, a síndrome em si só é diagnosticada quando há aumento de hormônios masculinos no corpo da mulher e um período menstrual irregular.

Assim sendo, o diagnóstico de SOP só deve ser definido quando, pelo menos, dois dos três critérios a seguir estão presentes: aumento da produção de hormônios masculinos, período menstrual irregular e exames de imagem que acusem a presença do ovário policístico.

Sintomas

O principal sinal da síndrome de ovários policísticos é a falta crônica ou deficiência da ovulação. No entanto, existem outros sintomas que podem ajudar a identificar a doença, tais como:

  • Dificuldade para engravidar;
  • Menstruação inexistente ou irregular;
  • Ganho de peso;
  • Pele muito oleosa;
  • Acne;
  • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
  • Queda de cabelo.

Exames e diagnóstico

O diagnóstico da SOP pode ser feito através da realização de exames clínicos, ultrassom transvaginal e exames laboratoriais.

O ultrassom deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Através dele, será possível identificar a presença de um número elevado de folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário, caracterizando assim a SOP. No entanto, é importante lembrar que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional.

Como já vimos, o diagnóstico de SOP só pode ser definido quando ao menos dois de três sintomas estão presentes, ou seja, as mulheres que apresentarem apenas sinais de ovários policísticos, indicados na ultrassom e não apresentando desordens de ovulação ou hiperandrogenismo, não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários micropolicísticos.

Através de uma análise do histórico familiar da paciente e dos resultados dos exames físicos e laboratoriais, o médico já consegue diagnosticar a SOP. Mas existem outros exames que podem auxiliar no diagnóstico da síndrome, como por exemplo, a verificação dos níveis de estrogênio, folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), testosterona, tireoide e prolactina no sangue.

Prevenção

Embora as causas exatas da síndrome dos ovários policísticos não sejam totalmente conhecidas, existem alguns cuidados que podem ajudar a prevenir a doença.

Por exemplo, mulheres que estão acima do peso, apresentando glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas fazem parte do grupo de risco da doença. Por esse motivo, é muito importante que sigam uma dieta saudável, pratiquem exercícios físicos regularmente e realizem um acompanhamento ginecológico.

A SOP é uma doença que pode causar graves danos à saúde da mulher, além de impossibilitar a gravidez.

Por último, se você identificar algum dos sintomas da doença, procure um especialista para realizar os exames necessários.

Tratamento

A escolha do melhor tratamento para a síndrome dos ovários micropolicísticos vai depender dos sintomas apresentados e deve ser debatido entre o médico e a paciente. Entre os principais tratamentos da SOP, estão:

Anticoncepcionais

A pílula anticoncepcional pode ajudar a melhorar os sintomas, como: aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. Mulheres que sejam proibidas de tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona. No entanto, é importante lembrar que os anticoncepcionais vão impossibilitar a gravidez durante o período de utilização.

Cirurgia

A cirurgia consiste na remoção dos cistos, no entanto esse método é cada vez menos utilizado, tendo em vista a taxa de sucesso dos tratamentos menos invasivos.

Antidiabetogênicos

No caso em que a síndrome dos ovários policísticos está associada à resistência insulínica, um dos tratamentos possíveis é por meio de medicamentos para diabetes.

Dieta e atividade física

A dieta e a prática constante de atividades físicas são essenciais para o tratamento da SOP, principalmente para mulheres que estão acima do peso.

Indução da ovulação

Se a mulher tiver intenções de engravidar, é possível que o médico recomende um tratamento de indução da ovulação. Este tratamento só deve ser realizado em mulheres tentantes.

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